Ruas sem pavimentação, repletas de buracos e tomadas pelo mato. Esses são apenas alguns dos muitos problemas enfrentados pelos moradores dos loteamentos Maria Luiza 1 e 2, localizados às margens da BA-120, sentido Conceição do Coité.
Durante o período chuvoso, as vias ficaram cobertas de lama, dificultando o tráfego de veículos e a locomoção dos moradores. Já nos períodos de estiagem, os buracos persistem, afetando quem precisa se deslocar, seja de carro, moto ou mesmo a pé. A última intervenção significativa no local ocorreu ainda na gestão do ex-prefeito Zé Filho, quando foi feito o encascalhamento e a compactação das vias, o que ajudou, temporariamente, a reduzir os transtornos.

Para a moradora Neta Almeida, o abandono do bairro é evidente. “Aqui temos o IPTU mais caro da cidade e não temos absolutamente nada! Não temos agente de saúde, não temos rede de esgoto, não temos correio. A única coisa que temos é a coleta de lixo três vezes por semana. Não temos nem limpeza de rua”, desabafou.

Além dos problemas já enfrentados pelos moradores, como a falta de pavimentação e o acúmulo de entulho, outro ponto que tem causado preocupação diz respeito às árvores em algumas ruas, que estão sem manutenção adequada e precisam ser podadas. Segundo a moradora Dália Almeida, a situação representa risco para a população. “As árvores estão perigosas, as praças estão perigosas”, alertou.
Procurado pela reportagem, o secretário de Serviços Públicos, Ezequias Rios, responsável pela limpeza e capinação, informou que o serviço chegou a ser iniciado nos canteiros da entrada do loteamento, mas a equipe foi remanejada para outra região. Ele garantiu que os trabalhos devem ser retomados na próxima semana.

Já o secretário de Infraestrutura, João do Sindicato, afirmou que visitou o bairro recentemente. Segundo ele, os serviços estavam programados para esta semana, mas foram adiados devido à indisponibilidade da máquina patrol, que ainda não foi consertada.
No Cidade Maria Luiza — bairro localizado do lado oposto da BA-120 —, a situação também é crítica. Onde antes havia asfalto, hoje há inúmeros buracos que dificultam a trafegabilidade. Em dias de chuva, formam-se grandes poças, aumentando os riscos de prejuízos para motoristas e pedestres.
Redação JN
Fotos: Agenor Filho

