Projeto que cria Dia Nacional da Axé-Music segue para sanção presidencial

A Comissão de Educação e Cultura (CE) do Senado aprovou, na última quarta-feira (2), o projeto de lei que institui o Dia Nacional da Axé-Music, a ser celebrado em 17 de fevereiro. De autoria da deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA), a proposta (PL 4.187/2024) teve parecer favorável da senadora Augusta Brito (PT-CE), lido em plenário pelo senador Paulo Paim (PT-RS).

Caso não haja recurso para votação no plenário do Senado, o projeto seguirá direto para sanção do presidente da República.

A escolha da data remete ao domingo de Carnaval de 1985, marco simbólico para o lançamento e consolidação da axé-music como gênero musical. Nascido na Bahia, o axé ganhou projeção nacional nas décadas de 1980 e 1990, incorporando ritmos afro-brasileiros como o samba-reggae, frevo e ijexá.

Em seu parecer, Augusta Brito destacou que o axé vai além da música e do entretenimento: “O gênero expressa valores de resistência, celebração e coletividade, sendo vetor de inclusão social e econômica, sobretudo no estado da Bahia, onde impulsiona a geração de emprego e renda, especialmente durante o ciclo carnavalesco”.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Salvador citados pela senadora, o Carnaval de 2024, marcado pela presença da axé-music, movimentou aproximadamente R$ 2 bilhões e gerou mais de 60 mil empregos temporários. A taxa de ocupação hoteleira chegou a ultrapassar 95% durante o período.

O parecer também ressalta a origem da palavra “axé”, que vem do iorubá e significa “força”, “energia vital” ou “poder sagrado”. Termo fortemente associado às religiões de matriz africana, “axé” sintetiza a dimensão espiritual, cultural e identitária do gênero musical que marcou a história da música popular brasileira.

Informações: Agência Senado

Foto: Saulo Cruz/ Agência Senado

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