Dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Ministério da Educação (MEC) revelam um cenário alarmante na educação básica da Bahia. O estado registrou o pior desempenho nacional em alfabetização de crianças matriculadas no 2º ano do ensino fundamental. Apenas 35,98% dos alunos com cerca de 7 anos sabem ler e escrever — número bem abaixo da média nacional, que é de 59,13%.
As informações fazem parte do Indicador Criança Alfabetizada, ferramenta criada em 2023 pelo governo federal para monitorar o nível de alfabetização dos estudantes e estabelecer metas até 2030. O objetivo é que, até lá, pelo menos 80% das crianças brasileiras nessa etapa escolar estejam alfabetizadas.
Na Bahia, no entanto, a realidade está distante dessa meta. Em alguns municípios, menos de 16% dos alunos do 2º ano demonstram habilidades básicas de leitura e escrita. O pior índice foi registrado em Macururé, cidade do Vale do São Francisco com cerca de 7,2 mil habitantes. Lá, apenas 12,5% dos estudantes estão alfabetizados.
Outros municípios baianos com desempenho crítico são:
- Arataca – 13,11%
- Pedrão – 13,33%
- Itaju do Colônia – 15,25%
- Rio do Pires – 15,62%
A meta de alfabetização estipulada para a Bahia em 2024 era de 43,4%, mas não foi atingida. O estado integra a lista de unidades da federação que ficaram abaixo do esperado, ao lado de Amazonas, Paraná, Rondônia, Rio Grande do Sul e Pará. Por outro lado, 11 estados conseguiram alcançar suas metas.
O Indicador Criança Alfabetizada utiliza resultados de avaliações aplicadas por estados e municípios com alunos do 2º ano, funcionando de forma complementar ao Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), realizado a cada dois anos. Como a responsabilidade pelo ensino infantil é dos municípios, o MEC consolida e divulga os dados estaduais e municipais.
Os números reforçam o desafio da Bahia em garantir o direito à alfabetização na idade certa — uma etapa essencial para o desenvolvimento educacional e social das crianças.
Informações: Correio
Foto: Mateus Pereira/ GOVBA

