Bahia vacina mais de 430 mil bezerras contra a brucelose no primeiro semestre

A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) divulgou, nesta semana, o Relatório de Metas Atingidas pelo Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT). Somente no primeiro semestre, o estado registrou a vacinação de 434.017 bezerras, o que corresponde a 40% do rebanho com idade entre 0 e 12 meses.

Embora a prevalência da doença seja considerada baixa na Bahia, a brucelose representa risco para a saúde pública por ser transmissível dos animais para os seres humanos. Diante disso, a Adab iniciou uma campanha de conscientização com o tema “Vacine contra a Brucelose. A dose é única, a proteção é pra sempre”, reforçando a importância da imunização para a sanidade animal, a prevenção de prejuízos econômicos e a proteção da população.

A doença afeta bovinos e bubalinos, podendo causar aborto, infertilidade e queda na produtividade. Nos humanos, é considerada uma zoonose, transmitida principalmente pelo consumo de leite cru ou pelo contato com restos de parto e fluidos contaminados. A orientação da Adab é vacinar fêmeas bovinas e bubalinas de três a oito meses de idade. A estimativa é de que a Bahia possua 1 milhão de bezerras.

“Basta uma dose. É crucial que os produtores procurem um médico-veterinário ou agente vacinador cadastrado na Adab e vacinem seus animais. As fêmeas vacinadas com a B19 devem ser marcadas com o número final do ano da vacinação no lado esquerdo da face. Já as vacinadas com RB51 recebem a identificação com a letra ‘V’”, explicou a médica-veterinária da Adab e coordenadora do PNCEBT, Luana Leão. Ela reforçou ainda a importância da realização de testes periódicos no rebanho e da quarentena para novos animais.

A vacinação contra a brucelose é obrigatória. O descumprimento pode levar ao bloqueio da propriedade para emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), impedindo o transporte dos animais.

A doença

A brucelose é uma enfermidade infecciosa crônica causada pela bactéria Brucella abortus. A vaca prenha é a principal fonte de infecção, eliminando grande quantidade da bactéria durante o parto ou abortamento, contaminando água, pastagens e alimentos.

A transmissão entre os animais ocorre principalmente pela ingestão de alimentos ou água contaminados, mas também pode se dar pelo contato com fetos abortados ou fluidos corporais infectados. Nos bezerros, pode acontecer ainda no útero ou logo após o nascimento. Os principais sintomas são abortos recorrentes, infertilidade, febre, mal-estar e queda na produtividade.

Em humanos, a doença pode ser evitada com medidas simples, como não consumir leite cru ou mal fervido e evitar contato direto com restos de parto, placenta ou secreções de animais infectados.

Informações: Folha do Estado

Foto: Ascom/Seagri

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