Quatro fábricas de cerâmica de Riachão do Jacuípe foram flagradas na última semana furtando energia elétrica. As ligações clandestinas foram descobertas após o núcleo de inteligência da Neoenergia Coelba detectar inconsistências entre o consumo registrado e a atividade exercida nos locais. A concessionária estima que as fábricas desviaram cerca de 70 mil quilowatts/hora, volume capaz de abastecer mais de mil residências durante duas semanas.
Durante a mesma operação, outros sete estabelecimentos comerciais, entre bares e restaurantes, também foram autuados por furto de energia na cidade. A ação contou com a mobilização de 14 profissionais especializados da Neoenergia Coelba. Segundo a distribuidora, os proprietários não estavam presentes, mas um inquérito policial será instaurado para responsabilizá-los.
“As ações da Neoenergia Coelba para remover ligações clandestinas em comércios, fábricas e indústrias visam beneficiar a cadeia produtiva da Bahia, pois essas empresas levam uma vantagem indevida e promovem uma concorrência desleal no setor em que atuam”, afirmou Madson Melo, gerente da Receita da companhia.
Somente em agosto, a distribuidora identificou e removeu cerca de 8 mil ligações irregulares na Bahia — uma média de 254 “gatos” por dia. No acumulado de 2025, já foram detectadas aproximadamente 81 mil fraudes, um aumento de 10% em relação ao mesmo período de 2024. O total de energia recuperada chega a 331 milhões de quilowatts/hora, suficiente para abastecer 5,2 milhões de residências durante 15 dias.
A Neoenergia Coelba alerta que o furto de energia é crime previsto no artigo 155 do Código Penal, sujeito a até oito anos de reclusão. Além dos riscos legais, a prática ameaça a segurança da população e pode comprometer o fornecimento em diversas regiões.
Denúncias de fraudes podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 116 ou no site da Neoenergia Coelba (www.neoenergia.com/bahia).
Informações: Correio
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