Conquistar o corpo dos sonhos sem cirurgias, canetas emagrecedoras, exercício físico ou dietas restritivas. Essa é a propaganda do ‘Mounjaro de pobre’, falsa alternativa natural, caseira e mais barata que faz referência ao medicamento Mounjaro, usado no tratamento do diabetes tipo 2 e associado à perda de peso em alguns contextos. O produto, que é apresentado como uma versão econômica da caneta emagrecedora, tornou-se viral em diferentes plataformas digitais, especialmente no TikTok e no Facebook. Mas, afinal, funciona?
As soluções naturais e caseiras são ricas em fibras e, por isso, podem aumentar a saciedade, mas não possuem comprovação científica de que imitam o efeito do Mounjaro, nem de que atuam nos mesmos mecanismos fisiológicos. “Esses alimentos são o psyllium, aveia e chia que possuem fibras solúveis que retardam o trânsito intestinal e fibras insolúveis que ‘enchem’ nosso trato gastro intestinal, trazendo a sensação de saciedade”, explica a nutricionista Julia Villa Nova.
“Nenhum alimento isolado promove emagrecimento. O emagrecimento saudável só ocorre através de uma dieta com quantidades adequadas e individualizadas de carboidratos, proteínas, gorduras e calorias”, pontua. Emagrecer de forma sustentável demanda tempo e constância. Ou seja, não é um processo que ocorre de forma rápida.
As falsas promessas e o valores atraentes chamam atenção do público. Para se ter uma ideia, ao menos três sites promovem o ‘Mounjaro do pobre’, vendido por valores a partir de R$ 10. Já o medicamento oficial é comercializado a partir de R$ 1 mil. A falsa sensação de economia, no entanto, pode gerar problemas de saúde.
“Não há nenhum respaldo científico. Além da possibilidade de lesão hepática e renal, a depender do que seja utilizado, que podem ser irreversível, pode haver náusea, diarreia, desidratação e até a morte”, diz a médica endocrinologista Maria de Lourdes de Silva.
Os produtos até podem melhorar o funcionamento intestinal e prolongar a sensação de saciedade, mas não substituem medicamentos clinicamente testados nem tratamentos médicos adequados para obesidade ou diabetes. Portanto, é importante estar atento para não cair em conteúdos virais sobre emagrecimento nas redes sociais.
Informações: Correio
Foto: Reprodução/ Redes Sociais

