A partir de 2026, a legislação de trânsito brasileira passa a ser aplicada com maior rigor, especialmente para condutas que colocam em risco a segurança viária. Entre os principais focos está o combate à combinação de álcool e direção, com multas que podem ultrapassar R$ 5 mil e, em situações mais graves, resultar em prisão.
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), dirigir sob influência de álcool permanece classificado como infração gravíssima. O motorista flagrado nessa condição está sujeito à suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por 12 meses, além de multa no valor de R$ 2.934,70.
As penalidades se tornam ainda mais severas em caso de reincidência. Se o condutor for novamente autuado por dirigir alcoolizado durante o período de suspensão, a multa é dobrada, chegando a R$ 5.869,40. Nessa situação, a CNH pode ser cassada por até 24 meses.
Quando o teste do bafômetro aponta concentração igual ou superior a 0,34 mg/L de álcool por litro de ar alveolar, a infração deixa de ser administrativa e passa a configurar crime de trânsito. O motorista pode responder criminalmente e, se condenado, cumprir pena de reclusão de seis meses a três anos, além de outras sanções previstas em lei.
Outra infração que segue sendo alvo de fiscalização rigorosa é dirigir com a CNH vencida. Apesar de muitos motoristas minimizarem a irregularidade, a prática é considerada infração gravíssima, com multa de R$ 293,47 e sete pontos na carteira de habilitação.
Em caso de reincidência, o condutor pode perder o direito de dirigir e ser obrigado a refazer exames e etapas do processo de habilitação para recuperar a CNH.
A atualização e o endurecimento da aplicação das normas de trânsito têm como principal objetivo reduzir acidentes, preservar vidas e coibir comportamentos imprudentes nas vias urbanas e rodovias. As medidas passam a valer a partir de 2026.
Informações: A Tarde
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